A Dr.ª Catarina Cotta trabalha há 8 anos, no contexto hospitalar, exclusivamente na interface com as outras especialidades médicas e cirúrgicas, como a dermatologia ou a endocrinologia. Desta forma, o seu treino e sua experiência profissional centram-se especificamente na fronteira mente-corpo. Isto resulta numa valorização do comportamento no seu contexto neurobiológico, com os seus aferentes sistémicos, como as hormonas ou o sistema imunitário. De igual forma, isto resulta numa avaliação da doença mental e do comportamento, ciente do seu impacto sistémico e das suas assinaturas imunoendócrinas – que o fazem influenciar a saúde e o envelhecimento.
Todas as avaliações que fazemos de determinado aspeto, são tão físicas, quanto psicológicas. A perceção da imagem corporal e a valorização da aparência estão intimamente relacionadas com processos de regulação emocional e da vida mental subjetiva. A literatura evidencia, de forma clara, que alterações nestes domínios podem influenciar a forma como o indivíduo se vê, por vezes, de forma muito fraturante com a realidade objetiva. Isto influência também as expectativas do indivíduo e as apreciações que fará de qualquer aspeto intervencionado.
Este é mais um argumento para a importância de escolher profissionais com competências abrangentes e adequadas, quando se pretende um tratamento estético ou reconstrutivo. Um profissional com a capacidade de identificar sinais de alerta e de sofrimento psíquico, para referenciar a pessoa que o procurou, para esclarecimento de qual a ajuda mais adequada.
Esta é também uma forma de otimizar o bem-estar dos nossos doentes e a sua satisfação, quando pedem ajuda. Existem vários tipos de ajuda adequados a cada situação. A integração da psiquiatria na nossa equipa vai-nos permitir expandir os cuidados que oferecemos.